20% das vagas ociosas nas uni. federais devem ser reservadas a idosos

As universidades terão autonomia para decidir a forma de seleção dos idosos e as vagas não preenchidas devem voltar para o sistema de acesso universal.

A Comissão de Educação, Cultura e Esporte (CE) aprovou nesta terça-feira (13) um projeto de Eduardo Amorim (PSDB-SE), determinando que vagas ociosas em instituições federais de ensino superior sejam preenchidas preferencialmente por pessoas de 60 anos de idade ou mais (PLS 254/2016). A proposta segue para a Câmara dos Deputados.

O texto aprovado foi fruto de relatório de Paulo Paim (PT-RS), aproveitando emenda de Cristovam Buarque (PPS-DF). Determina que as instituições federais de educação superior deverão reservar aos idosos, em cada curso, o percentual de 20% das vagas não preenchidas no vestibular. O critério de seleção para esta cota será estabelecido por cada instituição. As demais vagas que não vierem a ser utilizadas deverão ser preenchidas pelos candidatos inscritos no sistema universal.

Inclusão social

Durante a discussão, Amorim lembrou que a ampliação do ensino superior é um fenômeno recente no país. Como consequência, vivemos numa sociedade em que a escolaridade dos idosos é, na média, significativamente menor que a do restante da população.

De acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), até 2055 a população de idosos pode superar a quantidade de brasileiros com menos de 30 anos.

redacao

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