A Prefeitura de Campo Grande lançou nesta terça-feira (20) a campanha “Infância sem Correntes”, informou o CGNotícias. A iniciativa foi desenvolvida pela Secretaria de Assistência Social (SAS) em parceria com o setor comercial do Ministério Público do Trabalho (MPT), a Defensoria Pública e a Fundação Social do Trabalho (Funsat), com o objetivo de estruturar ações permanentes para prevenir e enfrentar o trabalho infantil e outras violações de direitos na Capital. A mobilização atua em três frentes estratégicas de conscientização e fiscalização: a criação da certificação “Espaço Amigo da Infância” para estabelecimentos comerciais parceiros, a disponibilização de uma aba de denúncias e orientações no aplicativo +CG e o fortalecimento do acionamento dos canais oficiais de proteção socioassistencial.
De acordo com o CGNotícias, a prefeita Adriane Lopes destacou o papel dos investimentos no ensino em tempo integral nas 206 escolas municipais e EMEIs da cidade para manter os estudantes protegidos no ambiente escolar, ressaltando a importância da parceria entre diversos setores nas áreas mais vulneráveis de Campo Grande. A secretária municipal de Assistência Social e Cidadania, Camilla Nascimento, detalhou a produção de panfletos, cartilhas e um selo a ser entregue aos estabelecimentos comerciais que aderirem à causa, com o objetivo de incentivar os consumidores a frequentar locais certificados e de chegar até as famílias das crianças em situação de trabalho infantil. O Defensor Público da 3ª Defensoria Pública da Infância e Adolescência de Mato Grosso do Sul, Eugênio Luiz Dameão, ressaltou a responsabilidade do poder público municipal na formulação de políticas de suporte contínuo à juventude. A Funsat, por meio do diretor-presidente João Bezerra, afirmou atuar no suporte ao orçamento das famílias vulneráveis, oferecendo qualificação profissional e encaminhamento ao mercado de trabalho. Já a procuradora-chefe do MPT, Cândice Gabriela Arosio, relembrou o histórico de combate às ilegalidades na região, citando a existência de carvoarias que empregavam crianças próximo a Campo Grande nos anos 90, situação que, segundo ela, não existe mais atualmente.
Com informações de CGNotícias.




