A exposição “O que permanece em nós?”, do artista Wendel Fontes, está em seus últimos dias na Galeria Wega Nery, do Centro Cultural José Octavio Guizzo, com visitação até 30 de outubro. A informação é da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, responsável pela realização da mostra, que pode ser visitada em horário comercial e tem entrada franca. A curadoria é assinada por Auriellen Leonel Vicente.
A mostra é fruto do edital 030 da Política Nacional Aldir Blanc (Pnab) de 2025, que contemplou oito artistas que realizarão exposições até o ano que vem, sendo a de Wendel Fontes a primeira a ser realizada. Foram selecionados oito projetos culturais de Artes Visuais, no valor individual de R$ 40 mil, totalizando R$ 320 mil em recursos. Cada artista contemplado deve cumprir uma contrapartida educativa, que pode ser uma oficina formativa gratuita de no mínimo 12 horas, aberta ao público e com materiais inclusos, ou a contratação de educadores e mediadores para acompanhar as visitas durante o período da exposição, com o objetivo de promover ações de mediação cultural.
“O que permanece em nós?” é um convite à rememoração de imagens, sons e memórias, partindo das questões “O que permanece da infância na vida adulta?” e “O que essa infância pode nos oferecer como estratégia para elaborar quem somos hoje?”. Nas composições, o artista produz imagens ligadas à primeira fase da vida, com crianças em momentos de introspecção e entrega à atividade lúdica, que, observadas com mais atenção, fogem do óbvio. Segundo o gerente de Políticas Públicas e Fomento Cultural da Fundação de Cultura de MS, Renan Reis, que elaborou o edital da Pnab referente às exposições, o trabalho de Wendel Fontes busca entender “o que fica dessa criança dentro de nós enquanto adultos, o que fica desse lugar da imaginária, do lúdico, da brincadeira”.
Wendel Fontes é formado em artes visuais e pós-graduado em história da arte, com atuação principal na pintura e na fotografia. Sua produção transforma cenas do cotidiano em imagens poéticas a partir da combinação de imagens, colagens e sobreposições, conectadas pela escrita que intitula as obras finalizadas. Atualmente, o artista investiga a relação entre as experiências da infância e os desafios da vida adulta. A próxima exposição do edital, “Mato ou morro”, da artista Isabella Beatriz de Abreu, entra em cartaz no dia 13 de novembro e segue até 8 de janeiro de 2027, com pinturas, desenhos, instalações e obras site-specific.
Com informações de Fundação de Cultura de MS.




