O Arquivo Público Estadual, vinculado à Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul, abre no dia 23 de outubro de 2026, às 18 horas, a temporada expográfica “Muito Além do Acorde Final – ensaios e versos do hino sul-mato-grossense”. A exposição ocupa o 2º andar do Memorial da Cultura e da Cidadania, na Avenida Fernando Corrêa da Costa, 559, no Centro de Campo Grande, com entrada gratuita.
Segundo a Fundação de Cultura de MS, a mostra apresenta resultados de pesquisas e buscas ativas em acervos regionais sobre o Concurso Nacional de Símbolos de Mato Grosso do Sul, realizado em 1978, antes da instalação oficial do estado, para escolher bandeira, brasão e hinos estaduais. O coordenador do Arquivo Público Estadual, Douglas Alves da Silva, explicou que a iniciativa nasceu após a exposição “Os Celeiros de Farturas”, de 2024, revelar a ausência de documentação sobre os hinos concorrentes e o interesse crescente de pesquisadores sobre o tema, o que levou o órgão a intensificar o levantamento nos acervos.
As buscas resultaram, neste ano de 2026, na localização de 92 hinos enviados de diferentes regiões do Brasil para concorrer ao concurso nacional. De acordo com Douglas Alves da Silva, os trabalhos já foram catalogados e a autoria da maior parte deles foi identificada, restando apenas quatro ou seis hinos sem essa informação. A exposição reúne letras, partituras e memoriais descritivos dos hinos, material que, segundo o coordenador, ainda não está gravado em áudio, mas deverá integrar um catálogo a ser lançado em 2027, durante as comemorações dos 50 anos de criação de Mato Grosso do Sul.
A Fundação de Cultura de MS informa ainda que nenhum dos hinos participantes foi efetivamente escolhido pelo concurso. Sete trabalhos pré-selecionados chegaram a ser enviados à Comissão da Funarte, que não indicou nenhum deles e sugeriu a encomenda de um hino a um maestro de renome. A melodia oficial acabou sendo composta por Radamés Gnattali, com letra escrita pelos membros da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras Jorge Antônio Siufi e Otavio Gonçalves Gomes. Conforme o coordenador do Arquivo, parte dos hinos concorrentes pode ter sido desclassificada por descumprir regras do edital, como a exigência de uso de pseudônimo, ou por ter sido enviada após o prazo final, fixado em 15 de outubro daquele ano.
Durante a abertura da exposição também será exibido o documentário “Raízes em Canção – a história do Hino de Mato Grosso do Sul”, dirigido por Gabriela Dias e Douglas Alves da Silva, com realização do Espaço Energia – Energisa.
Com informações de Fundação de Cultura de MS.




