Cantor levou clássicos da Motown ao Palco Sunset e mostrou ao público uma nova faceta de sua carreira
Conhecido como uma das principais vozes do samba e do pagode, Péricles apresentou um repertório diferente durante o Rock in Rio 2026. O artista subiu ao Palco Sunset na segunda-feira (7) com o espetáculo “Péricles Canta Motown”, dedicado ao legado da música negra norte-americana.
Diante de uma multidão na Cidade do Rock, no Rio de Janeiro, o cantor interpretou sucessos associados a nomes como Marvin Gaye, Stevie Wonder, The Jackson 5 e The Temptations. As canções receberam novos arranjos e ganharam a identidade vocal do brasileiro.
Entre as músicas escolhidas estavam “Ain’t No Mountain High Enough”, “I Want You Back”, “My Girl”, “I Heard It Through the Grapevine”, “I’ll Be There”, “Cruisin’” e “For Once in My Life”.
Acompanhado por banda e vocalistas de apoio, Péricles combinou soul, R&B e romantismo. Durante “Cruisin’”, ele convidou o público a transformar a canção em uma declaração de amor, criando um dos momentos mais afetivos da apresentação.
O visual também reforçou a homenagem. O músico apareceu com terno de risca de giz, óculos escuros e um manto estampado com imagens de referências da música negra dos Estados Unidos, remetendo à elegância dos grandes artistas do soul das décadas de 1960 e 1970.
Influências além do samba
A apresentação mostrou referências que acompanham Péricles desde antes de sua trajetória no pagode. O cantor já destacou que a música da Motown teve papel importante em sua formação artística, assim como o samba do grupo Fundo de Quintal.
No palco, ele evitou apenas reproduzir as gravações originais. Os clássicos receberam interpretações próprias, sustentadas pela voz grave e pela presença de palco que marcaram sua carreira.
O espetáculo foi ovacionado pelo público e teve ampla repercussão nas redes sociais. A apresentação também reuniu artistas e personalidades na plateia.
Ao levar a sonoridade da Motown para um dos maiores festivais do país, Péricles conectou diferentes gerações e estilos, além de homenagear artistas negros que ajudaram a transformar a história da música mundial.











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