Tradição Mantida

Escola municipal resgata brincadeiras tradicionais para alfabetizar crianças em Campo Grande

Escola Leire Pimentel de Carvalho Corrêa, no Jardim Colibri, promove Semana do Brincar dentro do projeto ABC do Brincar, com kits educativos e lançamento de livro…

A Escola Municipal Professora Leire Pimentel de Carvalho Corrêa, localizada no Jardim Colibri, dá início nesta terça-feira (22) à “Semana do Brincar”, ação que integra o projeto “ABC do Brincar: Juntos pela Alfabetização”. A informação é da CGNotícias. A iniciativa busca resgatar brincadeiras tradicionais, como amarelinha e quebra-cabeça, como ferramentas de aprendizagem e de convívio entre gerações, além de propor um afastamento do excesso de telas e estímulos digitais entre os estudantes. A programação segue até o próximo sábado (26) e tem como objetivo estreitar os vínculos entre professores, familiares e estudantes.

Segundo a CGNotícias, o diretor executivo da Associação Cultural Nonada Jornalismo, Rafael Gloria, idealizador do projeto, destacou a importância do estímulo físico diante de um mundo marcado pela dispersão da atenção, afirmando que resgatar brincadeiras que envolvam corpo e movimento contribui para a alfabetização e o desenvolvimento integral das crianças. O projeto distribui kits educativos com material pedagógico e um livro infantil para cem famílias, além de equipar a escola com um espaço permanente de brinquedos educativos, com meta de impactar 300 pessoas da comunidade local.

O encerramento oficial acontece no sábado (26), a partir das 9h, com apresentações dos grupos Batucando Histórias e Batuque Banda. O evento marcará o lançamento do livro “O Baú de Brincadeiras da Vó Elza”, obra que documenta brincadeiras típicas e históricas de Mato Grosso do Sul, narrando a descoberta da personagem Nina sobre a infância de gerações pantaneiras anteriores. De acordo com Gloria, a publicação foi construída a partir de pesquisa realizada no primeiro semestre junto à comunidade escolar, que reuniu depoimentos sobre brincadeiras conhecidas, como amarelinha, pega-pega e queimada, e também regionais, como o Bozó, as bonecas de sabugo de milho e o jogo de taco, também chamado de bets.

A programação inclui ainda formações gratuitas de terça a sábado, com oficinas noturnas para familiares voltadas ao desenvolvimento infantil e à criação de laços emocionais, enquanto as crianças participam de atividades com arte-educadores voltadas ao letramento. A psicóloga e especialista em psicopedagogia Pietra Garcia conduz as oficinas destinadas aos pais, explicando que brincadeiras de faz-de-conta treinam memória, tomada de decisão e flexibilidade cognitiva, enquanto jogos como amarelinha, dominó e jogo da memória auxiliam no reconhecimento de sequências numéricas e no raciocínio lógico, habilidades fundamentais para a matemática e para o despertar de interesse por carreiras em ciência e tecnologia.

Fonte informada: CGNotícias.