Campo Grande passou a contar, nesta segunda-feira (18), com a primeira Escola de Paraciclismo do Centro-Oeste. A implantação foi oficializada em solenidade realizada na Cidade Universitária e teve apoio da Secretaria de Estado de Turismo, Esporte e Cultura (Setesc). A iniciativa foi idealizada pela Confederação Brasileira de Ciclismo, em parceria com a Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), que será responsável por sediar as atividades no Estado.
Considerada um marco para o paraciclismo no país, a escola tem como objetivo promover inclusão, ampliar o acesso ao esporte e formar novos talentos. O projeto atenderá crianças, jovens e adultos com deficiência, com estrutura adequada, ambiente seguro e acompanhamento técnico especializado. Estão previstas a entrega de 15 bicicletas adaptadas de diferentes modalidades — entre handbikes, tandens, triciclos e bicicletas convencionais —, além de estrutura física para aulas, palestras e atividades complementares, e equipe de profissionais capacitados para atuação no paradesporto.
A cerimônia de formalização da parceria contou com a presença da reitora da UFMS, Camila Ítavo; do diretor-presidente da Fundesporte, Paulo Ricardo Martins Nunes; do secretário-geral da Confederação Brasileira de Ciclismo, José Luiz Vasconcellos; do coordenador de paraciclismo da entidade, Edilson Rocha; da primeira-dama do Estado, Mônica Riedel; e do deputado federal Luiz Ovando. Segundo Paulo Ricardo Martins Nunes, o primeiro lote de equipamentos deverá atender cerca de 30 atletas. “É um orgulho para nós trazer a Escola de Paraciclismo para o Estado. Receberemos um primeiro lote com handbikes, tandens, triciclos e bicicletas convencionais, que serão utilizadas por cerca de 30 atletas. É uma meta audaciosa, mas temos convicção de que essa parceria trará excelentes resultados”, destacou.
De acordo com Edilson Rocha, o paraciclismo é uma das modalidades que mais trazem resultados ao Brasil, sendo a terceira em número de medalhas em campeonatos mundiais e Jogos Paralímpicos, o que reforça a importância de investir na base e na formação técnica. Já José Luiz Vasconcellos afirmou que o potencial esportivo de Mato Grosso do Sul, que já possui referências importantes no ciclismo, contribuiu para a escolha de Campo Grande como sede do projeto. A reitora Camila Ítavo destacou que a universidade coloca sua estrutura à disposição da sociedade para fortalecer políticas públicas de inclusão e o desenvolvimento do esporte.
Além do caráter esportivo, a escola terá cunho educacional, com palestras e atividades que reforçam valores como disciplina, respeito, superação e trabalho em equipe. Segundo a Confederação Brasileira de Ciclismo, o projeto busca promover transformação social e ampliar oportunidades a partir da infância. Campo Grande é sede da sétima Escola de Paraciclismo do país; outras unidades já funcionam em Indaiatuba (SP), São José dos Campos (SP), Rio de Janeiro (RJ), João Pessoa (PB), Maringá (PR) e Petrolina (PE).
Fonte informada: SETESC.




