Mais de 158 milhões de brasileiros estão aptos a votar nas eleições de 4 de outubro, segundo dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgados pela Agência Câmara. O número representa um aumento de 2,2 milhões de eleitores em relação ao pleito de 2022. De acordo com o cientista político Carlos Oliveira, em entrevista à Rádio Câmara, o levantamento também mostra um eleitorado cada vez mais velho, refletindo o envelhecimento da população brasileira. As faixas etárias mais numerosas hoje vão dos 40 aos 49 anos, com destaque para o grupo de 40 a 44 anos, que soma 15,9 milhões de pessoas e representa 10,08% do eleitorado nacional. Os eleitores com 60 anos ou mais tiveram o maior crescimento no período: passaram de patamar anterior para 37,45 milhões de pessoas, um avanço de 4,56 milhões em relação a 2022, o que os torna 23,6% do total de votantes. Já a faixa de 21 a 34 anos recuou de 43,8 milhões para 41,037 milhões de eleitores no mesmo intervalo, e o grupo de até 18 anos, para quem o voto é facultativo, teve queda de 606 mil registros.
Segundo Carlos Oliveira, o engajamento de jovens e idosos nas urnas está diretamente ligado ao ambiente familiar e social, já que para esses grupos o voto não é obrigatório. Ele citou pesquisas europeias segundo as quais eleitores com mais de 70 anos que já eram politicamente engajados tendem a continuar votando, muitas vezes incentivados por netos e bisnetos com interesse em política. O especialista também destacou a participação feminina: as mulheres somam 52,8% do eleitorado, mas ainda não são maioria entre candidatos e eleitos, cenário que, segundo ele, esbarra em desigualdades na divisão do trabalho doméstico e exige maior conscientização social. Neste ano, os eleitores brasileiros vão às urnas para escolher presidente, governadores, deputados estaduais ou distritais, deputados federais e senadores.
Fonte informada: Agência Câmara.




