Polícia

Polícia Civil de MS alerta para subnotificação em casos de feminicídio no Estado

Delegada do NIC revela que, dos 29 feminicídios registrados em MS em 2026, 23 vítimas nunca haviam feito boletim de ocorrência.

Estúdio de podcast vazio com microfones, laço roxo e formulário em branco. Ilustração gerada por IA — Acontece MS

A Polícia Civil de Mato Grosso do Sul trouxe à tona, durante participação em um podcast realizado na sede do Sindicato dos Corretores de Imóveis de Mato Grosso do Sul (Sindimóveis/MS), em Campo Grande, um dado alarmante sobre a violência contra a mulher no Estado. A coordenadora do Núcleo Institucional de Cidadania (NIC/DGPC), delegada Priscilla Anuda Quarti, participou do encontro nesta quinta-feira (5) para discutir segurança feminina, enfrentamento à violência de gênero e prevenção ao feminicídio.

Segundo a Polícia Civil de MS, dos 29 casos de feminicídio registrados no Estado em 2026, em 23 deles as vítimas nunca haviam registrado boletim de ocorrência antes do crime. Para a delegada, o número evidencia a gravidade da subnotificação, fenômeno em que situações de violência não chegam ao conhecimento das autoridades, dificultando a identificação de riscos e a adoção de medidas preventivas antes que os casos evoluam para desfechos fatais.

A Polícia Civil de MS destacou ainda que a violência contra a mulher não se limita à agressão física, podendo se manifestar também nas formas psicológica, moral, sexual e patrimonial, e que o reconhecimento dessas diferentes expressões é fundamental para que vítimas e sociedade identifiquem sinais de alerta. A corporação ressaltou que o enfrentamento ao problema exige atuação que vai além da investigação criminal, incluindo acolhimento humanizado, avaliação de risco, encaminhamento à rede de proteção e acompanhamento de casos que demandem atenção especial, conforme previsto no Protocolo Institucional de Atendimento às Meninas e Mulheres Vítimas de Violência Doméstica, Familiar e de Gênero.

De acordo com a Polícia Civil de MS, esse protocolo determina que o atendimento inicial às vítimas deve ser realizado pela unidade policial procurada, independentemente de se tratar de delegacia especializada, garantindo escuta qualificada e providências urgentes de proteção. A participação da instituição no podcast também serviu como espaço de diálogo com a sociedade civil, reforçando que o combate à violência contra as mulheres é responsabilidade coletiva e que a informação é essencial para a prevenção.

Com informações de Polícia Civil de MS.

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Dados: MET Norway · CC BY 4.0 · Previsão por modelo, resumida por Acontece MS.