O processamento do voto eletrônico segue um rito definido desde a abertura das urnas até a divulgação dos resultados pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), segundo informações divulgadas pela Agência Câmara. Às 7 horas do dia da eleição, a urna eletrônica é ligada na presença de mesários e fiscais de partidos políticos, e é emitido em cada seção eleitoral um relatório chamado “zerésima”, documento que identifica aquela urna e comprova que todos os candidatos estão registrados com zero voto antes do início da votação. Às 8 horas tem início a votação: o mesário recebe do eleitor o documento de identificação com foto, digita o número do CPF ou do título eleitoral no Terminal do Mesário e, a partir do nome exibido na tela, identifica o eleitor e o autoriza a votar. Depois de votar, o eleitor recebe de volta seu documento e o comprovante de votação.
Após as 17 horas, com o encerramento da eleição, os dados registrados nos cartões de memória das urnas, reunidos no chamado Boletim de Urna, são gravados de forma criptografada em uma mídia de resultado, como um pendrive, que é levada a um local seguro para transmissão à Justiça Eleitoral. Ao chegar ao servidor central de totalização, a mídia passa primeiro por uma verificação de assinatura digital: se ela for válida, fica garantido que o resultado foi gerado pela urna preparada para aquela seção, assegurando integridade e autenticidade das informações. Em seguida, o Boletim de Urna é decifrado e passa por diversas checagens de consistência. Os supercomputadores do TSE, em Brasília, são os únicos equipamentos com as chaves capazes de ler essas criptografias e, a partir das informações recebidas, iniciam a apuração dos votos, oferecendo resultados parciais até a divulgação do resultado final da eleição.
Fonte informada: Agência Câmara.




