Economia

Projeto de lei proíbe consignado para idosos fechado só por robôs e apps

Câmara dos Deputados analisa proposta que exige assinatura presencial ou validação biométrica para empréstimos consignados contratados por pessoas com 60 anos ou mais.

Ilustração conceitual sobre Projeto de lei proíbe consignado para idosos fechado só por robôs e apps; não é fotografia do fato. Ilustração gerada por IA — Acontece MS.

A Câmara dos Deputados analisa o Projeto de Lei 2995/26, que proíbe a oferta e a contratação de empréstimos consignados por pessoas com 60 anos ou mais exclusivamente por meio de robôs de atendimento, assistentes virtuais e inteligência artificial. Segundo a Agência Câmara, o texto exige validação presencial para a formalização desses contratos financeiros. Pela proposta, a contratação de empréstimos consignados, refinanciamentos e portabilidades de financiamentos dependerá obrigatoriamente de assinatura física presencial ou de validação biométrica realizada em agências bancárias ou correspondentes credenciados, ficando proibida a formalização feita unicamente por ligações telefônicas automatizadas, aplicativos de mensagens ou sistemas digitais sem supervisão humana direta.

O projeto também obriga bancos e outras instituições que ofertam crédito ao público idoso a fornecer uma simulação detalhada antes da contratação, com informações sobre taxa de juros, valor total financiado, quantidade de parcelas e impacto dos descontos na renda mensal do aposentado. Operações realizadas em desacordo com as regras serão consideradas nulas, o que garante o cancelamento do contrato e a devolução integral dos valores eventualmente descontados. O autor da proposta, deputado José Medeiros (PL-MT), afirma que a medida pretende proteger os aposentados contra fraudes, golpes digitais e superendividamento decorrentes da rápida digitalização bancária, destacando que “a modernização tecnológica deve servir à população, e não transformá-la em vítima de processos automatizados que ignoram suas vulnerabilidades específicas”. A proposta será analisada, em caráter conclusivo, pelas comissões de Defesa do Consumidor; de Defesa dos Direitos da Pessoa Idosa; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania, e para virar lei precisa ser aprovada pela Câmara e pelo Senado.

Fonte informada: Agência Câmara.

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Dados: MET Norway · CC BY 4.0 · Previsão por modelo, resumida por Acontece MS.